Meu Projeto
Os desenhos formados pelas estrelas - AS CONSTELAÇÕES - são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, entre o céu e a terra...;
bem como percebendo que o caos, vagarosamente, vai se tornando Cosmos e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward
Title: Aquila and Antinous (Stars heightened in gold)
Map Maker: Johannes Hevelius

Em noites quando a Lua vem chegando de madrugada 
e cada vez mais murchenta,
por que  não nos dedicarmos a observar 
algumas constelações que podem ser visualizadas
em noites sem-Lua 
e, de preferência, 
em lugares de céus mais escuros e transparentes?

Que tal voltarmos nossos olhares
para algumas constelações de estrelas tímidas
 - porém maravilhosas! -
que atuam vicinalmente à Aquila, a Águia?

Duas constelações nos chamam a atenção: 
são elas o Delfim e a Flecha, Delphinus e Sagitta.

Sagitta é bem uma flecha, não existem dúvidas em relação a isso.
Porém, eu diria que Delphinus mais me parece com um diamante lapidado, 
algo assim, 
em seu formato que se assemelha a dois pequenos triângulos 
encontrando-se e mesclando-se.

 Existem o Escudo, Scutum
(sobre a qual já conversarmos em ),
 e  Equus ou Equuleus (que, confesso, não consigo divisar)
e ainda a Raposa, Vulpecula!

Nesta Postagem, Caro Leitor,
estaremos conversando um tantinho
sobre a delicada e maravilhosa constelação do Delfim, Delphinus,
verdadeira joia dos céus estrelados....
pois, como disse mais acima,  parece com um diamante lapidado.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward
Title: Aquila, Sagitta, Vulpecula & Anser Delphinus.
Map Maker: John Flamsteed

Mario Jaci Monteiro - As Constelações, Cartas Celestes
Title: [ Delphinus ] (Stars Heightened in Gold)   Map Maker: Johann Bayer


Ascensão Reta 20h13m / 21h6m     Declinação +2o.2 / +20o.8

Quando Amphitrite - que estava sendo procurada para ser a esposa de Um -
 escondeu-se, o deus enviou mensageiros para Andrômeda. 
 O Dolfim foi o primeiro a ser bem-sucedido nesta empreitada 
e persuadiu Amphitrite a desposar Um.  
O Deus, então, colocou o Delfim no céu,
 em agradecimento por seus serviços.  

De acordo com outro mito,
 era um dos piratas que foram transformados em delfins por Baco, em sua viagem até Ariadne.

Triumph of Poseidon and Amphitriteshowing the couple in procession,
 detail of a vast
 mosaic from Cirta, Roman Africa (ca. 315–325 AD, now at the Louvre)


Delphinus situa-se entre as constelações 
Aquila, Aquarius, Equuleus, Pegasus, Vulpecula, Sagitta

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,

Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986
Title: Delphinus and Equuleus (Stars heightened in gold)

Map Maker: Johannes Hevelius

Richard Hinckley Allen, Star Names, Their Lore and Meaning, Dover Publications, Inc, New York, USA 

Richard Hinckley Allen, em seu famoso e importantíssimo livro
Star Names — Their Lore and Meaning -,
nos fala bem sobre

Delphinus, the Dolphin,

is Dauphin in France, Delfino in Italy, and Delphin in Germany: all from the Greek Δελφίς and Δελφίν, transcribed by the Latins as Delphis andDelphin. This last continued current through the 17th century, and in our day was resumed by Proctor for his reformed list. Chaucer, in the Hous of Fame, had Delphyn, and later than he it was Dolphyne.
It now is one of the smallest constellations, but originally may have included the stars that Hipparchos set off to form the new Equuleus; and in all astronomical literature has borne its present title and shape, with many and varied stories attached, for its namesake was always regarded the most remarkable of marine creatures.
p199In Greece it also was Ἵερος Ἰχθύς, the Sacred Fish, the creature being of as much religious significance there as a fish afterwards became among the early Christians; and it was the sky emblem of philanthropy, not only from the classical stories connected with its prototype, but also from the latter's devotion to its young. It should be remembered that our stellar Dolphin is figured as the Common cetacean, Delphinus delphis, of Atlantic and Mediterranean waters, not the tropical Coryphaena that Dorado represents.
Ovid,a designating it as clarum sidus, personified it as Amphitrite, the goddess of the sea, because the dolphin induced her to become the wife of Neptune, and for this service, Manilius said, was "rais'd from Seas" to be
The Glory of the Flood and of the Stars.
From this story the constellation was known as Persuasor Amphitrites, as well as Neptunus and Triton.
With Cicero it appeared as Curvus, an adjective that appropriately has been applied to the creature's apparent form in all ages1 down to the "bended dolphins" in Milton's picture of the Creation. Bayer's Currus merely is Cicero's word with a typographical error, for he explained it, Ciceroni ob gibbum in dorso; but he also had Smon nautis, and Riccioli Smon barbaris, which seems to be the Simon, Flat-nosed, of old-time mariners, quoted by Pliny for the animal [H. N. IX.23].
Another favorite title was Vector Arionis, from the Greek fable that attributed to the dolphin the rescue of Arion on his voyage from Tarentum to Corinth — a variation of the very much earlier myth of the sun-god Baal Hamon. Hence comes Henry Kirke White's
lock'd in silence o'er Arion's star,
The slumbering night rolls on her velvet car.
In continuation of the Greek story of Arion and his Lyre appears Μουσικόν ζώδιον, the Musicum signum of the Latins; or this may come from the fact mentioned in Ovid's Fasti [II.118] that the constellation was supposed to contain nine stars, the number of the Muses, although Ptolemy prosaically catalogued 10; Argelander, 20; and Heis, 31.
Riccioli and La Lande cited Hermippus for Delphinus, and Acetes after the pirate-pilot who protected Bacchus on his voyage to Naxos and Ariadne; while to others it represented Apollo returning to Crissa or piloting Castalius from Crete.
p200The Hindus, from whom the Greeks are said to have borrowed it, although the reverse of this may have been the case, knew it as Shī-shu-māra, orSim-shu-māra, changed in later days to Zizumara, a Porpoise, also ascribed to Draco. And they located here the 22d nakshatraÇravishthā, Most Favorable, also called Dhanishthā, Richest; the Vasus, Bright or Good Ones, being the regents of this asterism, which was figured as a Drum or Tabor; βmarking the junction with Catabishaj.
Brown thinks that it may have been the Euphratean Makhar, although Capricorn also claimed this.
Al Bīrūnī, giving the Arabic title AI Ḳaʽūd, the Riding Camel, said that the early Christians — the Melkite2 and Nestorian sects — considered it theCross of Jesus transferred to the skies after his crucifixion; but in Kazwini's day the learned of Arabia called αβγ and δ Al ʽUḳūd, the Pearls or Precious Stones adorning Al Ṣalīb, by which title the common people knew this Cross; the star ε, towards the tail, being Al ʽAmūd al Ṣalīb, the Pillar of the Cross. But the Arabian astronomers adopted the Greek figure as their Dulfīm, which one of their chroniclers described as "a marine animal friendly to man, attendant upon ships to save the drowning sailors."
The Alfonsine Tables of 1545 said of Delphinus, Quae habet stellas quae sapiunt naturam, a generally puzzling expression, but common in the 1551 translation of the Tetrabiblos, where it signifies stars supposed to be cognizant of human births and influential over human character, — naturam. Ptolemy, as is shown in these Four Books, was a believer in the genethliacal influence of certain stars and constellations, of which this seems to have been one specially noted in that respect.b
Delphinus lies east of Aquila, on the edge of the Milky Way, occupying, with the adjoining aqueous figures, the portion of the sky that Aratos called theWater. It culminates about the 15th of September.
Caesius placed here the Leviathan of the 104th Psalm; Novidius, the Great Fish that swallowed Jonah; but Julius Schiller knew some of its stars as theWater-pots of Cana. Popularly it now is Job's Coffin, although the date and name of the inventor of this title I have not been able to learn.

The Chinese called the four chief stars and ζ Kwa Chaou, a Gourd.*.html

Algumas Estrelas, em Delfim:

Sualocin - Alpha Delphini

Rotanev- Beta Delphini
Venator (Caçador), nome que aparece pela primeira vez no catálogo de Palermo (1814). 

Outra versão nos diz que os nomes das estrelas Alpha e Beta Delphini 
são o reverso do nome Nicolaus Venator, a versão latinizada de Nicolo Cacciatore, 
assistente a Piazzi no Observatório de Palermo.

Gamma Delphini - Estrela Dupla
Uma bela estrela dupla a ser observada através pequeno telescópio, distante cerca 100 anos-luz.

6a. Edição do Atlas Celeste
de autoria de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão,
Editora Vozes, Petrópolis, ano de 1986

Delphinus (Del), o Golfinho ou Delfim, é uma constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Delphini.

Estrelas Principais

Alfa – Sualocin - Estrela de magnitude 3.77, absoluta –0.57; distante 240 anos-luz e com 3.7 raios solares; tipo espectral B9V;
Beta Delphini - é uma binária visual com órbita de 26.7 anos. Magnitudes 4.0 e 4.9; separação 0.5".
Gama1 e gama2 - forma uma bela binária com cores amarelas. Alguns descrevem sua companheira como esverdeada ou azulada; magnitude 4.5 e 5.5; separação 9.6";
Delta – Rotanev – é a estrela mais brilhante da constelação. Estrela de magnitude 3.64, absoluta 1.26; distante 97 anos-luz e com 4.2 raios solares; tipo espectral F5IV;
Struve 2725 - é uma dupla maravilhosa com magnitudes 7.3 e 8.0; separação aparente 5.7".
R Delphini - é uma estrela variável de tipo Mira com um período de 285.07 dias e varia sua magnitude de 7.6 a 13.8.

Richard Hinckley Allen, em seu famoso e importantíssimo livro
Star Names — Their Lore and Meaning -,
nos fala bem sobre
Sualocin e Rotanev e as demais estrelas em Delphinus:

α, 4, pale yellow; β, Binary, 4 and 6, greenish and dusky.

The strange names Sualocin and Rotanev first appeared for these stars in the Palermo Catalogue of 1814, and long were a mystery to all, and p201seemingly a great puzzle to Smyth, which he perhaps never solved, although he was very intimate with the staff of the Palermo Observatory. Webb, however, discovered their origin by reversing the component letters, and so reading Nicolaus Venator, the Latinized form of Niccolo Cacciatore, the name of the assistant and successor of Piazzi. But Miss Rolleston, in her singular book Mazzaroth, considered in some quarters as of authority, wrote [2d Part, Scorpio]that they are derived, α from the
Arabic Scalooin, swift (as the flow of water);
and β from the
Syriac and Chaldee Rotaneb, or Rotaneu, swiftly running (as water in the trough).
For no part of this scholarly (!) statement does there seem to be the least foundation. Burritt gave these titles as Scalovin and Rotanen.c
α may be variable to the extent of half a magnitude in fourteen days.
β is a very close pair, 0ʺ.68 apart in 1897, at a position angle of 357°, with the rapid orbital period of about twenty-six years. Another companion, purple in color and of the 11th magnitude, 6ʺ away, has lately been discovered by See, and so β may be ternary; while two other stars of the 10th and 13th magnitudes are about 30ʺ away.
γ is a beautiful double of 4th and 5th magnitudes, 11ʺ apart, with a position angle of 270°; but, if binary, their motion is extremely slow. The components are golden and bluish green, and a fine object for small glasses.
ε, a 4th‑magnitude, although lying near the dorsal fin of our present figure, bears the very common name Deneb, from Al Dhanab al Dulfīm, the Dolphin's Tail. But in Arabia it also was Al ʽAmūd al Ṣalīb, as marking the Pillar of the Cross. In China it was Pae Chaou, the Rotten Melon.
The comparative brilliancy of βγδ, and ε has been variously estimated — a fact which the observations of Gould at Albany in 1858, and at Cordoba in 1871‑74, prove to be occasioned by variability, within moderate limits, of all four.


Para uma pessoa pouca habituada ao céu noturno, a explosão Nova Delphi 2013 pode passar totalmente despercebida.
De acordo com o astrônomo amador Carlos Bella, que está monitorando a evolução do brilho da explosão, Nova Delphi 2013 está atualmente na magnitude 5.6, perfeitamente visível com auxílio de um pequeno binóculo, mesmo nos céus poluídos dos grandes centros.
Encontrar a "nova" não é uma tarefa muito difícil e basta se orientar pela carta celeste mostrada acima. Nova Delphi 2013 se encontra na constelação do Golfinho, disponível no quadrante leste a partir das 19 horas. Se você tiver um programa de astronomia, melhor ainda. Nova Delphi pode ser encontrada nas seguintes coordenadas: AR: 20h 23m 31s, DEC:+20° 46m. Se fizer fotos, não deixe de enviar para nós.
Bons céus!

Artes: No topo, Nova Delphi 2013 como registrada pelo astrônomo amador Anthony Ayiomamitis. Acima, carta celeste mostra a posição do objeto, facilmente encontrado durante toda a madrugada. Créditos: Anthony Ayiomamitis,

Carta celeste Nova Delphi 2013

Alguns Objetos Interessantes, em Delfim:

Delphinus constellation map.png

NGC 6934 (also known as Caldwell 47) is a globular cluster[6] in the constellation Delphinus, about 50,000 light years distant.[4] It was discovered by William Herschel on 24 September 1785.[4]

NGC 6934 é um aglomerado globular na direção da constelação de Delphinus. O objeto foi descoberto pelo astrônomo William Herschel em 1785, usando um telescópio refletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+8,9), é visível apenas com telescópiosamadores ou com equipamentos superiores


sobre NGC 6934

A Distant backwater of the Milky Way

NGC 7006 é um aglomerado globular na direção da constelação de Delphinus. O objeto foi descoberto pelo astrônomo William Herschel em 1784, usando um telescópiorefletor com abertura de 18,6 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+10,6), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.
ESA/Hubble & NASA -

NGC 6891 é uma nebulosa planetária na direção da constelação de Delphinus. O objeto foi descoberto pelo astrônomo Ralph Copeland em 1884, usando um telescópiorefrator com abertura de 0 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+10,5), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.

NGC 6891, Telescópio Espacial Hubble
Fabian RRRR - Obra do próprio

The Webb Deep-Sky Society
August 2013 - Galaxy of the Month
NGC 6928 Group of Galaxies in Delphinus
Image Courtesy of Jim Shuder, USA.

NGC 6928
Summer is not thought of as galaxy season but even within classic Milky Way constellations such as Delphinius there are some galaxies. NGC 6928 could be thought of as a galaxy so good it was discovered twice. First seen by Albert Marth using William Lassell’s 48” speculum reflector from Malta it was catalogued as NGC 6928. Later it was independently rediscovered by Lewis Swift and catalogued as IC 1325. However there were still some errors and occasionally NGC 6928 is referred to as IC 1326, whereas that number in fact belongs to NGC 6930. There is a small group of galaxies associated with NGC 6928 and it would appear that 3 of them were found by Marth and given NGC numbers (^927, 6928 and 6930) and then the two brighter ones later found by Swift and given IC numbers

Os desenhos formados pelas estrelas 
 são como janelas que se abrem para a infinitude do universo
 e que possibilitam nossa mente a ir percebendo que existe mais, bem mais, 
entre o céu e a terra..., bem como percebendo que o caos, 
vai se tornando Cosmos 
e este por nossa mente sendo conscientizado.

Quer dizer, nossa mente é tão infinita quanto infinito é o Cosmos.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward

Globular Star Cluster NGC 6934 
Credit: NASAESA, Hubble Space Telescope
Explanation: Globular star clusters roam the halo of our Milky Way Galaxy. Gravitationally bound, these spherical groupings of typically several hundred thousand stars are ancient, older than the stars of the galactic disk. In fact, measurements of globular cluster ages constrain the age of the Universe (it must be older than the stars in it!) and accurate cluster distance determinations provide a rung on the astronomical distance ladder. Globular star cluster NGC 6934 itself lies about 50,000 light-years away in the constellation Delphinus. At that distance, this sharp image from Hubble's Advanced Camera for Surveys spans about 50 light-years. The cluster stars are estimated to be some 10 billion years old.